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sexta-feira, dezembro 23, 2005

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Every now and then I fall apart.

sábado, dezembro 17, 2005

As minhas ocupações 

Raramente consigo ver alguém sem lhe bater. Outros preferem o monólogo interior. Eu não. Prefiro bater.
Há pessoas que se sentam à minha frente no restaurante e não dizem palavra, ficam aqui um bocado, pois resolveram comer.
Cá está uma.
Agarro nela, zumba!
Volto a agarrá-la, zás!
Penduro-a no bengaleiro.
Despenduro-a.
Volto a pendurá-la.
Despenduro-a outra vez.
Ponho-a sobre a mesa, amasso-a e abafo-a.
Cago-lhe, mijo-lhe em cima.
Ela renasce.
Esfrego-a, estico-a (começo a enervar-me, tenho que acabar com isto), amasso-a, aperto-a, reduzo-a e meto-a no meu copo, atiro ostensivamente o conteúdo para o chão e digo ao empregado: “Dê-me lá um copo mais limpo.”
Mas sinto-me mal, pago rápido a conta e desando.

(Henri Michaux, in “As Minhas Propriedades”)

domingo, novembro 20, 2005

Alêtheia Editores 


Mendes Bota não chegava. Zita Seabra e Dias Loureiro juntaram esforços e lançaram primeiro tomo da autobiografia de Maria Filomena Mónica. Depois de sacrificarem alguns cordeiros e rirem muito, prometeram para breve mais operações muito aborrecidas.

quinta-feira, novembro 17, 2005

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"Voltando à essência do filme (Le Bassin de John Wayne) e ao périplo joyciano. Quais são, no filme e para si, os pontos chave do percurso?
É preciso que eu faça um pequeno preâmbulo. O objectivo era fazer um filme para comprar uma casa, não sei se me faço entender, ganhar massaroca. A fórmula que me deu o dinheiro foi um contrato, vantajoso financeiramente, que assinei com o meu produtor para fazer este filme.
Filma, então, para comprar casas?
Fiz este filme para comprar uma casa. Pode ser que faça outro para comprar uma segunda residência. Portanto, parece haver da minha parte um certo interesse no chamado investimento imobiliário. Isto é uma coisa muito segura; o filme é mais duvidoso. Para já há um pequeno paradoxo: não faço a mais pequena concessão ao comércio, ao público, embora um filme seja um objecto comerciável, com um determinado valor enquanto mercadoria. Mas, aí, já ganho muito pouco."
João César Monteiro no DNa de 26 de Julho 1997

quarta-feira, novembro 16, 2005

Very Very Nice 


segunda-feira, novembro 14, 2005

O inventário do adeus 

Tenho um maço de cartas,
tenho um maço de memórias.
Eu podia cortar os olhos a ambas.
Eu podia usa-las como um avental de retalhos.
Podia mete-las na maquina de lavar, na de secar,
se calhar parte da dor desapareceria como sujidade?
Se calhar deitando-a pelo triturador eu poderia triturar a perda.
Além disso – que pechincha – sem telefonemas caros.
sem viagens demoradas em aviões no nevoeiro.
Sem o riso maníaco ou bênção de um padre fora-do-baralho.
Esse padre provavelmente ainda está a flutuar numa almofada de nevoeiro.
Abençoando-nos, abençoando-nos.

Tenho que te abençoar, perdido,
aqui sentada com a minha alma trapalhona?
O tempo de propaganda acabou.
Sento-me aqui no espigão da verdade.
Ninguém para odiar senão o peixe esguio da memória
que desliza para dentro e para fora do meu cérebro
Ninguém para odiar senão o toque agudo da minha camisa de dormir
roçando o meu corpo como uma luz que se apagou.
Lembra-me o beijo que inventámos, línguas como poemas,
encontrando-se, regressando, convidando, provocando uma febre de necessidade.
Risos, mapas, cassetes, toque a cantar o seu caminho –
tudo para ser partido e posto num cofre estanque
Os mortos monótonos entopem-me e há apenas
preto ornado a preto que verte do cofre.
Preciso de o estripar e depois colocar o coração, as pernas,
de dois que foram um sobre um grande monte de lenha
e acendo-o, como eu já fui acesa e deixo-o rodopiar
em chamas chegando ao céu
Fazendo-o perigoso com o seu vermelho.

Anne Sexton
Tradução de Alice

A mania de ler sempre os livros até ao fim entra em fase de reavaliação 438 páginas depois. 


terça-feira, novembro 08, 2005

O ónus da prova e a causa de pedir nas acções para cobrança de dívidas provenientes da prestação de cuidados de saúde. 

Não podia estar mais tranquilo. Ela atirava mal, eu era um alvo em movimento. Podia ser pior.

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